Casaco de pele: a conseqüência das caçadas.
Um símbolo de riqueza se transforma em uma ameaça.
Resumo: Este artigo científico tem como objetivo investigar como, aos poucos, o ser humano vem destruindo o ecossistema em nome do luxo, vaidade e poder, tudo isso através da confecção de casaco de pele, que causa uma série de impactos ambientais, desde a matança cruel e horrorosa dos animais terrestres até a morte dos animais marinhos, infectados por causa de substâncias tóxicas.
Palavras chave: casaco de pele, impactos ambientais, animais, biodiversidade.
Introdução:
É inevitável a preocupação, em relação aos animais, quando falamos na produção de um casaco de pele, só para estar na moda ou na elevação do status social da pessoa que o utiliza. Pensando neste assunto, nosso grupo de Ciências resolveu investigar (pesquisando em artigos científicos, sites e ONGs especializadas) se os animais sofrem durante o processo de produção e relacionar as nossas pesquisas feitas com o Congresso Virtual Indisciplinar Marista de Biodiversidade, especialmente o subtema três, que aborda a interferência humana na biodiversidade local (nesse caso, representando a matança de animais) levando a alterações de diversos ecossistemas.
A biodiversidade sofre influência das atividades humanas como a extinção de seres vivos (animais mortos para a confecção de casacos). Segundo o autor Marcelo L. Rakssa (quarta-feira, dois de junho de 2010) “o futuro das sociedades humanas é decidido pelas respostas que são dadas aos desastres ambientais e sua capacidade de consumo de recursos naturais sem o seu esgotamento”.
Desenvolvimento:
Cada vez mais que o mundo, por fim, evolui em relação as tecnologias e ideologias, invenções e afins são criados para resolverem problemas que não tínhamos.
Segundo o autor H. Espindola (1998), na Europa, as mudanças políticas, econômicas, sociais levaram as pessoas ao então êxodo do campo para as cidades, e a industrialização e o avanço científico aumentaram durante os séculos XIX e XX, principalmente na Itália e Espanha. Durante esse período, foi considerado o “auge” da produção de casacos de pele e até mesmo outros produtos, pois aumentou o número de fábricas produzindo o mesmo produto, abaixando os preços, levando a um consumo maior. Como o rigoroso inverno europeu castigava as pessoas com o frio, foi visto que a melhor opção de se aquecerem (além de demonstrar o luxo e riqueza) utilizando a confecção de casacos feitos, principalmente, de filhotes abatidos em cativeiros, como as espécies de coelhos, chinchilas, raposas, lebres e coiotes.
No caso do Brasil, onde o frio não é tanto, a produção de casacos de pele não é tão intensa, apesar de que isso não é uma justificativa para que os brasileiros não utilizem desse tipo de casaco ou, muito pior, extraiam o couro de, por exemplo, jacarés para a fabricação de bolsas de grifes e para a exportação a países estrangeiros. Desde aquela época até os dias de hoje, os humanos não têm controle da matança dos animais, o que prejudica o meio ambiente.
Contudo, a conscientização a respeito dessa matança está mudando de uma forma demorada e com sérias polêmicas.
A forma como esses animais são terrivelmente maltratados torturados, e por fim mortos, está chamando atenção, pois muitos deles ainda filhotes são retirados de seus pais em armadilhas, afogamentos, envenenamento, eletrocutação.
Há vários jeitos de se retirar a pele dos animais sem danificar, desde a eletrocutação anal a esmagamento. Muitas dessas vítimas, enquanto estão presas, acabam enlouquecendo e praticando o canibalismo, na tentativa desesperada de se libertar da morte. As fêmeas, aflitas ao verem sua cria presa, fazem de tudo para a verem libertadas das armadilhas, arrancando suas patas. Outros acabam morrendo por gases venenosos, sem higiene alguma, mortos de fome, doenças como febre, gangrena e perda de sangue.
Segundo a ONG Gaia, nas fábricas, os animais são mantidos ao ar livre, sendo alimentados com produtos considerados inapropriados para o ser humano.
No processo de transformação do casaco de pele, envolve o aplicamento de uma série de substâncias tóxicas, como o Metanol, que tem como objetivo prevenir a decomposição. Desse modo, a pele do animal não é mais biodegradável, afetando o meio ambiente por causa do tamanho de produtos químicos que são jogados no solo afetando os lençóis de água subterrâneos, ou seja, isso afeta tanto os animais marítimos, como o ser humano.
Já foi criado, no dia 15 de outubro de 1978, na França, Paris, a Declaração Universal dos Direitos dos Animais, uma proposta proclamada pelo cientista Georges Heuse (1978) que a tem como objetivo indicar diversos artigos protegendo os animais em relação aos maus tratos dados pelos humanos.
- 01- Todos os animais têm o mesmo direito à vida.
- 02- Todos os animais têm direito ao respeito e à proteção do homem.
- 03- Nenhum deve ser maltrado.
- 04- Todos os animais selvagens têm o direito de viver livre no seu habitat.
- 05- O animal que o home escolher pra companhia não deve ser nunca abandonado.
- 06- Nenhum animal deve ser usado em experiências que lhe cause dor.
- 07- Todo ato que põe em risco a vida de um animal é um crime contra a vida.
- 08- A poluição e a destruição do meio ambiente são consideradas.
- 09- Os direitos dos animais devem ser defendidos por lei.
- 10- O homem deve ser educado desde a infância a observar, respeitar e compreender os animais.
Então, podemos perceber que a forma como estes animais foram mortos, não se enquadram em quase nenhum artigo, principalmente nos números 01, 03, 04 06 e 07. Contudo, dentro das fábricas de criação, nenhuma lei protege os animais, já que os fabricantes se interessam na qualidade no animal, devido à falta de fiscalização.
Conclusão:
Na confecção de casaco de pele, constatamos o mau trato e a falta de respeito aos direitos dos animais, além da extinção de determinadas espécies alterando e desequilibrando diversos ecossistemas e a biodiversidade.
Em decorrência desses fatos, a população tem tomando consciência e tentando reverter essa situação. Uma das soluções adotadas foi a substituição na confecção dos casacos por materiais sintéticos como o uso de fibras naturais que teve uma boa aceitação na moda e agradou os ambientalistas.
Com essa solução, diminuíram os maus tratos e a morte dos animais, mas isso não impede que essa produção encerre totalmente.
Para os próximos pesquisadores que acabarem de ler este artigo, sugerimos que aprofundem mais na pesquisa referente a esse assunto e de algum jeito, descubram outras soluções para que as nossas vestes contribuíssem de uma forma honesta e digna para o nosso planeta.